domingo, 3 de junho de 2012

LISBOA

A Cruzada: Portugal conquista Lisboa A rendição muçulmana após o cerco de Lisboa por D. Afonso Henriques. Famosa e opulenta, a cidade daria ao reino bastante prestígio. A primeira tentativa de Afonso de conquistar al-Ushbuna deu-se em 1137 e fracassou frente às muralhas da cidade. Em 1140 aproveita os cruzados que passavam por Portugal para novo ataque que novamente falha. Só sete anos depois os cristãos a reconquistariam graças ao primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, e ao seu exército de cruzados, em 1147. O primeiro rei português concedeu-lhe foral em 1179. A cidade tornou-se capital do reino em 1255 devido à sua localização estratégica. A seguir à reconquista foi instituída a diocese de Lisboa que, no século XIV, seria elevada a metrópole (arquidiocese).[32] Nos últimos séculos da Idade Média a cidade expandiu-se e tornou-se um importante porto com comércio estabelecido com o norte da Europa e com as cidades costeiras do Mar Mediterrâneo. Em 1290 o rei Dom Dinis mandou estabelecer a primeira universidade de Portugal em Lisboa (que foi transferida para Coimbra em 1308), a cidade então já dispunha de grandes edifícios religiosos e conventuais. Dom Fernando I, "o Formoso", construiu a famosa Muralha Fernandina, já que a cidade crescia rapidamente para fora do perímetro inicial. Começando pelo lado dos bairros mais pobres e acabando nos bairros da burguesia, a maior parte do dinheiro utilizado veio desta última. Esta estratégia mostrou-se conveniente, já que de outra forma a burguesia deixaria de financiar a obra. O novo capítulo da história de Lisboa nasce com a grande revolução da Crise de 1383-85. Após a morte de Fernando de Portugal, o Reino deveria passar a ter como soberano nominal o Rei de Castela, João I de Castela, e ser regido efectivamente por Leonor Teles de Menezes, mas o rei castelhano quis ser soberano efectivo ou, como se costuma dizer, rei e senhor, tendo conseguido persuadir a sogra e rainha regente a renunciar ao governo e ceder-lho. Isto, sem o consentimento das Cortes, constituía uma usurpação do poder e fez rebentar a guerra. Depois de cerca de ano e meio de luta, os burgueses da cidade, com as suas ligações inglesas e capitais avultados, são uns dos vencedores da guerra: o Mestre de Avis é aclamado João I de Portugal, depois de vencer o cerco de Lisboa de 1384, e antes que se desse a Batalha de Aljubarrota, ganha sob a liderança de Nun'Álvares Pereira em 1385 contra as forças castelhanas reforçadas por franceses e pelos fidalgos portugueses que prestaram vassalagem a João I de Castela. Em 1385 Lisboa substitui Coimbra como capital do reino. Portugal fica na vanguarda dos países contemporâneos ao ser o primeiro a transformar a pesquisa tecnológica e científica em política de Estado, e com a política de portas abertas a especialistas aragoneses, catalães, italianos e alemães, com objectivo aumentar e enriquecer os conhecimentos náuticos dos oficiais e marujos. Mais tarde estes conhecimentos foram incrementados com os conhecimentos práticos dos pilotos orientais.Várias expedições se empreenderam com tripulações portuguesas que integravam alguns expatriados de outros reinos nas quais foram descobertos os arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias. Alguns afirmam que terão mesmo chegado ao Brasil. Estas ilhas permitem o estabelecimento de novas cidades-portos, úteis para a exploração de novos mercados. De Lisboa partiram numerosas expedições na época dos descobrimentos (séculos XV a XVII), como a de Vasco da Gama em 1497-1498, reforçando também com este feito, a condição de grande porto e centro mercantil na Europa ávida por ouro e especiarias. Na época da expansão as casas de Lisboa tinham de três a cinco andares, sendo no primeiro uma loja e nos últimos as instalações dos comerciantes. Nesta época Lisboa toma o lugar dos genoveses no comércio de escravos,[46] (que eram de África, da Península Ibérica e resto da Europa. Tornou-se um porto em que circulavam escravos que depois eram vendidos para diversos pontos da Europa. Lisboa era muito frequentada por uma grande quantidade de comerciantes estrangeiros. Após terminarem as guerras e conflitos entre os conservadores e liberais, Lisboa, tendo perdido o ouro e monopólio dos produtos do Brasil (um "monopólio" e ouro do qual só uma pequena parte chegava aos cofres reais de Portugal devido ao contrabando e à pirataria), a fonte muita da sua riqueza desde o fim do século XVI encontrava-se numa situação económica difícil. No Norte da Europa, as nações iniciavam a industrialização, e enriqueciam com o comércio das Américas (a Inglaterra viria a dominar o comércio brasileiro) e da Ásia. É em Lisboa que se dá a principal revolta que causou a Restauração da Independência, em 1640. Os problemas para o comércio na cidade aumentam quando os Catalães, um povo mercador como o de Lisboa, também oprimidos pelas taxas castelhanas, se revoltam em 1636. É a Portugal que Madrid vem exigir os homens e os fundos para derrotar os catalães, numa tentativa de usar os de Portugal contra os da Catalunha. É então que os mercadores da cidade se aliam à pequena e média nobreza. Tentam convencer o Duque de Bragança, Dom João, a aceitar o trono, mas este, como o resto alta Nobreza, é beneficiado por Madrid e só o prospecto de se tornar Rei o convence finalmente. Os conspiradores assaltam o Palácio do Governador, aclamando o novo Rei D. João IV, com o apoio inicialmente do Cardeal Richelieu de França, e depois a velha aliança retomada com a Inglaterra (tudo isto ficou conhecido com a Restauração da Independência, em 1640). Lisboa 1730 A Lisboa pós-Restauração é uma cidade cada vez mais dominada pelas ordens religiosas Católicas. Mais de 40 conventos são fundados na cidade em adição aos 30 já existentes, e os religiosos ociosos cuja sustentação é assegurada pelas esmolas e expropriações contam-se aos muitos milhares, constituindo mais de 5% da população da cidade. O clima político é cada vez mais conservador e autoritário e a Inquisição, depois de destruída a classe mercadora, concentra-se no controlo das mentalidades, vigiando as ideias e a criatividade, que suprime em nome da pureza da Religião. Os segundos e terceiros filhos, que não recebem a herança do pai, e que antes se dedicavam ao comércio e às empresas além-mar, agora simplesmente se refugiam nas ordens religiosas e vivem à conta de outrem, a maioria das vezes de forma apenas superficialmente religiosa. Terramoto de Lisboa, 1 de Novembro de 1755. No início do século XVIII, no reinado de Dom João V, a cidade foi dotada de uma grande obra pública, extraordinária para a época: o Aqueduto das Águas Livres. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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